quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Rascunho de uma meia-declaração hesitante, porém essencialmente óbvia.


Súbita, ou não...
Ela sai de seus sonhos de lagos e flores e deusas, entra nas espirais de abandono e frustração, e se revira, suspira, e ri de seus demônios absurdos. Eis a insegurança! Nem mesmo se dá ao trabalho de se disfarçar! Repete-se o padrão; agonia, celebração.

Um dia, outro, um terceiro, ela espera: aparente paciência, aparente ocupação. Mas dorme no colchão de taquicardias – até que chega o momento.

Você existe, constata feliz e se controla (ou não). Ele é seu e ela é dele, mesmo que caia o temor e um arrepio sobre sua humana tênue estrutura ali mesmo e em mais quatro dias por semana. E ela existe, existe pra tais momentos de constatação aliviada.

Dentes, aroma, dedos e língua (dor, deleite). Acaba e recomeça. Retumba aquele conselho que lera num pacotinho de açúcar na padaria, e ri como tola.

mais vezes pela mesma pessoa.

Fácil demais.