Súbita, ou não...
Ela sai de seus sonhos de lagos e flores e deusas, entra nas espirais de abandono e frustração, e se revira, suspira, e ri de seus demônios absurdos. Eis a insegurança! Nem mesmo se dá ao trabalho de se disfarçar! Repete-se o padrão; agonia, celebração.
Um dia, outro, um terceiro, ela espera: aparente paciência,
aparente ocupação. Mas dorme no colchão de taquicardias – até que chega o
momento.
Você existe,
constata feliz e se controla (ou não). Ele é seu e ela é dele, mesmo que caia o
temor e um arrepio sobre sua humana tênue estrutura ali mesmo e em mais quatro
dias por semana. E ela existe, existe
pra tais momentos de constatação aliviada.
Dentes, aroma, dedos e língua (dor, deleite). Acaba e
recomeça. Retumba aquele conselho que lera num pacotinho de açúcar na padaria, e
ri como tola.
… mais vezes pela
mesma pessoa.
Fácil demais.

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